domingo, 30 de junho de 2024

Nove de Maio

 



Do chão da fábrica

Ao chão da acadêmia

De filho da empregada

Ao papo dessa tal "meritocracia"


E a lembrança.. De quanto custou

Vem carregada Com suas lágrimas

Nostalgia da sua dor


Lágrimas, sacrifícios e fé!

É esse o combo do seu amor incondicional,

O combo que me manteve em pé.


Sacrifícios que nunca 

serão em vão,

Independente de títulos, 

cargo ou profissão.


O mais importante disso

É o resultado da equação.

Aprender com Vinícius

Que devemos dizer: - Não!


Quando oferecerem 

tudo que te roubaram,

Que escutem o meu  

mais acentuado "não"

Que seja bem Claro.


Os sorrisos que te negaram

Esses nunca voltarão,

Então não posso perdoa-los

Como pede o seu bondoso coração.


Independente de títulos

Cargo ou profissão

Com orgulho

Operário, sempre será operário

Um operário em construção.


domingo, 21 de abril de 2024

Ponto de partida

 

Você se foi, mais uma vez
E dessa vez, eu te deixei partir
Você se foi, mais uma vez
E novamente essa sensação
Que esse foi o fim.
Você se foi, mais uma vez
Mas dessa vez, foi eu quem escolhi.
Você se foi, mais uma vez
E confesso...
Isso não me faz sorrir
Você se foi, mais uma vez
E vai se indo, indo, indo...
como sempre fez
Você se foi, mais uma vez
E agora ficou claro
Que foi melhor que fez!
Você se foi, mais uma vez
E nessa nova vez, doeu menos,
porque eu já esperava que fosse.
Você se foi mais uma vez
Desde sempre sua válvula foi fugir.
Você se foi, mais uma vez
E a pergunta que minha mente
Não para de repetir
Você se foi, tantas e tantas vezes...
Por que ainda está aqui?

terça-feira, 16 de abril de 2024

Por Inteiros

 

Desse conjunto há o que falar

Não aceita metades, quebrados

Podem sem positivos

Mas também podem estar negativados

 

Pois assim como o bem tem o mal

O dia tem a noite, o claro tem o escuro

Nem tudo pode ser positivo

Existe o oposto para tudo

 

E a esse oposto um brinde

O oposto de -2 é +2

O oposto de 20 é -20

 

Mas toma cuidado amigo

Nessas de medir e calcular

Negativos não medem distâncias

Para isso o número é modular

 

Então não fique negativo amigo

Melhore o seu astral

O módulo de 1000 ou o módulo de -1000

Será+1000 no final...

 

Ao somar ou subtrair

A situação deve analisar

Se eu tenho e devo

Se devo e tenho

As dívidas devo quitar

 

Se tenho mais do que devo

A situação é positiva

Mas se devo mais do que tenho

Ishe!, estou no vermelho.

 

Se tenho e tenho, vamos nos alegrar

A soma de dois positivos

Sempre com saldo a festar

Agora se devo e devo...

Pensa na situação

Ficarei devendo ao final

Se devo ao Zé, ao João.

 

Quando chegarmos ao produto

Que é o resultado da multiplicação

E ao quociente que nos remete a divisão

Neste momento, solene a alegria se faz

Pois para tais problemas

Utilizaremos a famosa regra de sinais.

 

Não se assiste amigo, pois não tem complicação

Usaremos a mesma regra, para multiplicação e divisão.

Sinais iguais terão resultados positivos, ao resolvermos os fatores em pares,

Sinais diferentes o resultado negativo

Veja bem com faz

 

-2 vezes -6, onde menos multiplica menos

Sinais iguais positivos, o produto é +12

E se forem diferentes como em -100 divido por +2

Sinais diferentes, resposta negativa

-50, entendeu como foi?


Para finalizar a potência o número negativo vamos elevar

Será negativa a resposta para expoente ímpar

Será positiva a resposta se o expoente for par.

sábado, 16 de março de 2024

Café com Leite

 O tempo do relatório passou

Depois disso, muita coisa rolou

O relatório saiu, a casa caiu

Mas, novamente, a gente a levantou...

Agora a casa tá de pé, 

A casa tá quase completa

A casa tá com fé

Só o que falta nessa casa

É a sua companhia para o café...

Um café preto, sem muito açúcar 

Você já é doce suficiente, não se preocupa.

Sem leite, café puro

Na sua pele branquinha eu me perco, juro!

O aroma do cafezinho passado na hora 

não tem igual,

Mas eu troco sem pensar duas vezes pelo seu cheiro...

Tudo bem pra você? Tudo legal?

Seus cabelos vermelhos como o fogo, 

combinam com sua personalidade incendiária...

Me colocou em chamas,

Tô aqui, tô queimando

Estou ardendo, estou sentindo a sua falta.

Sua falta aqui na cama, deitada no meu peito,

Me fazendo companhia,

Contando seus segredos.

Deixando de lado essa postura de má, de desapegada...

Por horas fazendo amor,

Por horas fazendo nada,

E por outras horas fazendo planos,

Levando a dois essa nossa vida bagunçada 🥰❤️


#branquelao

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Terça-feira de setembro



Droga de despertador! Vou dormir mais um pouquinho. Depois eu faço o que tenho que fazer. Puxa, não dá, tem que ser agora. Olha que horas são! Vamos ver se tem notificações... Nada de mais, ninguém diferente. Parece interessante essa matéria. Depois eu leio. Hmm, que belezinha de menina... Amei! Cara, já foi meia-hora e eu ainda não levantei. Sai de mim celular, tenho mais o que fazer! Tô com fome, será que tem moeda pra comprar pão? “vai no mercado, Jorge?”. Vou. “traz pão pra mim também”. Tá bom! Agora eu tenho que começar a estudar. Mas antes um café. Caderno no jeito, caneta... cadê a caneta, droga? Como vou fazer as anotações sem a caneta? Nossa, que texto a hora! Enjoei. Será que o almoço já tá saindo? Que fome que eu tô! Depois do almoço eu começo a estudar de verdade, antes é só um aquecimento. Daí eu subo lá na biblioteca e consigo me concentrar melhor. Quase duas da tarde e eu ainda tô aqui moscando. Vai na biblioteca também, Fagner? Ah, hoje não? Antes, tenho que arrumar uma garrafinha d’água para não ter que interromper a leitura toda hora indo ao bebedouro. Às cinco fecha. Cansei! Já dei conta do texto de hoje, tá ótimo! Notificação? Ah, é o grupo... Vou descer. Será que tem moeda pra comprar pão?

domingo, 1 de outubro de 2017

PAPO FURADO


O que devo fazer?
Tirar fotos quando possível
Para um público aplaudir?

Ou então me recusar....
E ser classificado
Como quem não está nem aí?

Qual pressão devo sentir?
A que sou mal por ir para direita,
Ou pela esquerda? Ou então, por não ter por onde ir?

Qual vai ser o título que vou receber?
Egoísta que só pensa em si mesmo
Ou estrelinha, que só quer aparecer?

"Deixa de ser pessimista "
"Você atrai o que pensa"
"Para de ser reclamão"....
Depois fazem campanha
Como se  realmente tivessem preocupação

Na boa irmão,
Guarda essa tua hipocrisia
Abaixa esse dedo apontado
Ninguém quer ouvir essa ladainha,
Você não se importa de fato!

Vamos seguir taxados
Numerados, marcados
Egoístas, pessimistas
Pessoas de espírito fraco

E esse seu julgamento
Sua preocupação....
Não passa de papo furado...

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A Grande Guerra: Intelectual e Intestinal

        Há quanto tempo meus caros leitores? Primeiramente preciso dizer que já se foi o tempo de Morada dos anjos. Hoje sou mais um fantasma do grande casarão chamado moradia estudantil. Essa história é atual, venho relatar um fato pós-faculdade, o qual não conseguiria deixar sem registro. Para tentar compreender a situação de quem vos fala darei um breve resumo das condições pós-conclusão de curso em algumas palavras – DESEMPREGO, DEPRESSÃO, SAUDADES e CHORADEIRA – comum para os que já conhecem...
       Pois bem, logo com o término do curso apareceu uma oportunidade para exercer minha vida de adulto (odeio ser adulto) nas distantes terras do Mato Grosso. Sim! É mais longe do que a gente imagina... Então, Com todos os problemas nas organizações de locomoção, as emoções de cada etapa do edital que regia o concurso público, em fim, conseguimos reunir uma van de guerreiros dispostos a encarar essa árdua e aventureira jornada. Então, chega-se o dia tão esperado da viagem.
         Antes do horário combinado, Ricardo e eu, guerreiros ansiosos para a guerra, saímos para um divertimento na saudosa praça da faculdade conhecida popularmente como Ágora. Este é o local onde o povo se junta para discutir política e filosofia e tentar parecer intelectual e “desconstruidão”. Em poucos minutos Ricardo reclama de mal estar, mas omite detalhes sobre suas condições, isso faz com que o problema seja tratado sem importância, até o momento que o jovem concurseiro exclama: “- Vamos para casa, preciso ir ao banheiro!” E então eu percebo a necessidade de nos dirigirmos a minha residência antes que um acidente acontecesse em praça pública.
       Já em minha morada, vão se agrupando os soldados desse pequeno exército, e Ricardo, deste a chegada ao trono já batalha contra a sua enfermidade que assusta a todos e a ele mesmo, chegando a cogitar desistir da longa viagem até as terras mato-grossenses.         Neste momento eu me lembro da importância dessa luta, e praticamente arrasto-o para van onde outros integrantes nos esperam. Com um pouco de resistência ele aceita procurarmos uma farmácia para comprarmos remédio a fim de contornarmos a situação. Antes, porém, passamos na casa de Laid Pamela, a bela guerreira com habilidades de se comunicar com Surdos. Com as orientações de Laid Elianinha, que sabia alguns segredos da arte de segurar o intestino, Laid Pamela prepara uma solução de maisena, limão e água. Ricardo ingere a solução e logo devolve tudo com um jato de vomito em direção a nossa intérprete dos que não falam. Laid Pamela só consegue se esquivar por possuir pares de pernas hábeis e com extensão propícias a grandes deslocamentos com velocidade.
       Após esse ocorrido nos dirigimos à farmácia de plantão, onde o jovem moribundo mede sua pressão sanguínea e compra os medicamentos na esperança de vencer a enfermidade e seguirmos viagem - Nesse meio tempo o exercito preocupado com a guerra e saúde do guerreiro pronuncia-se a favor de sua internação, mas como eu liderava a tropa logo falei: “-Meu batalhão não abandona nenhum guerreiro para traz!” – Por fim a pressão sanguínea estava boa e o corajoso guerreiro decide cair na estrada arriscando sua vida para buscar um mundo melhor.
        A viagem foi longa, várias paradas, e em cada uma, fazíamos uma visita aos tronos das localidades. Essas visitas mostraram que a necessidade de sobrevivência humana faz com que o indivíduo reavalie suas definições de banheiro habitável e inabitável (um mais triste que o outro). Para falar um pouco mais sobre mim, preciso contar que minha hipocondria começou a me fazer acreditar que também estava enfermo, cogitando até a possibilidade de uma virose, tomei remédio do jovem Ricardo para prender o intestino e acabei descobrindo que provoquei o problema inverso (fiquei com intestino preso, sofrendo para evacuar a viagem toda). Continuando... Depois de um sono de mais ou menos 2 horas, Ricardo se levanta e diz: “-estou revigorado” demonstrando uma recuperação surpreendente daquilo que parecia ser o seu fim.
       Seguindo viagem e chegando ao Mato grosso do Sul, descobrimos o primeiro mito, existe sim frio nas terras Matogrossenses, e os guerreiros crentes que o mito era verídico passam uma noite de frio dentro da condução. Eu particularmente, com vestes de verão quase tive hipotermia e como comandante me preocupei em deixar a tropa aquecida sofrendo com as baixas temperaturas da madrugada. Assim que pegamos a guerreira “estrangeira” no povoado de Três Lagoas continuamos nossa viagem por várias horas até chegar à capital do Mato grosso do sul onde a tropa fez uma longa parada e alimentou-se.
Saindo, agora em direção ao destino, aparentava que rodaríamos o globo terrestre e não chegaríamos a “tão tão distante”. O que era para ser uma viagem de 15 horas se tornou 20. Chegando lá cada um foi para seu local de preparação para a batalha. Nesse tempo houve confraternização com a população local de alguns guerreiros que saíram conhecer as tabernas da região, enquanto outros preferiram descansar da viagem em seus aposentos.
        A HORA DA BATALHA – Resumindo, foi sangrenta!!!!! Cada equipe se dirigiu ao seu ponto estratégico para o round 1. Ao fim desse primeiro confronto a maioria estava gravemente ferida e já desacreditando da vitória. Depois do descanso é à hora do round 2, os guerreiros voltaram com uma garra surpreendente e finalizaram a batalha com 2 horas de antecedência, mas incertos sobre seu desempenho por causa do primeiro round... A van passou buscar os feridos em seus respectivos locais de combate ou nos seus pontos de concentração. Então seguimos até uma parada para podermos nos higienizar depois de 12 horas de batalha enfrentando fortes temperaturas matogrossenses. Lá, havia onde se limpar apenas nas dependências do banheiro feminino. Eu e meus bravos companheiros nos aventuramos na ilegalidade e nos limpamos ali mesmo, sempre com uma guerreira do batalhão fazendo a guarda do local.

       A volta foi de festa e de descontração entre uns e outros problemas intestinais. Os guerreiros felizes com o fim da guerra, unidos pelos laços da batalha, interagiram e criaram um laço já pretendendo se aventurar ao que eu chamo de Projeto Bahia, que será outra história de uma guerra que ainda está por vim. Dedico essa crônica a todos os guerreiros que saíram vitoriosos e os que, como eu, levaram uma boa surra, mas sempre tomando como experiência para batalhas futuras.