Olá leitores venho
aqui novamente contar uma memória de dias agradáveis passados na Moradia
estudantil da UENP.
Essa história se
passa em um passado não tão distante, era domingo de manhã, ao que todos
acordaram já sentiram uma vibração diferente no ar, ninguém que não vivesse
naquele lugar poderia sentir tal vibração, apenas esses seres peculiares que
ali se hospedam, todos se olhavam e compartilhavam o mesmo sentimento, era dia
de WAR.
Cada um saiu de seu
quarto se preparando para a grande batalha que estava por vir, como que se
fosse combinado Don Tiagon já preparou uma garrafa do liquido sagrado, a dádiva
dos deuses, nosso mais precioso café.
Rogê mal pegou o
tabuleiro e já podia ouvir Sir Big White gritando.
– Os soldados brancos
são meus! – Ao ouvir isso John já respondeu de seu quarto.
– Os Vermelhos são
meus, vou espalhar o comunismo nesse mapa.
Antes mesmo que outra
pessoa pudesse dizer que cor queria esse que aqui vos fala já retirou os
soldados pretos para si, se bem me lembro Sir Rogê pegou os soldados verdes e
Don Tiagon os amarelos.
Alguma vez caro
leitor você já jogou WAR? War é um jogo de tabuleiro, onde cada jogador tem um
objetivo, e batalha contra os outros para anexar territórios e chegar ao seu
destino final, a explicação ficou muito vaga? Para explicar bem o WAR necessitaríamos
de umas 4 horas vagas para desenvolver uma partida.
Dito isso caro leitor
entenda que travamos pelo menos quatro partidas durante aquela tarde, todas
regadas ao nosso precioso café.
Era por volta das
oito horas da noite, estávamos a jogar nossa ultima partida, Don Tiagon colocou
a água na chaleira e voltou a jogar, estava prestes a ganhar a partida, partiu
para o derradeiro ataque, contava mais com a cafeína do que a estratégia, suas
mãos tremiam durante os ataques, no computador rolava um som pesado que o impulsionava
cada vez mais ao ataque, mas entendam quando é dia de WAR na moradia ninguém
quer perder, ninguém se entrega, todos resistiram bravamente, a cada ataque os
espectadores entoavam o grito de “RESISTENCIA, RESISTENCIA, RESISTENCIA”, isso
aumentava o moral do defensor que também contando com a cafeína jogavam os
dados com a certeza de que se manteriam no jogo, o que fez a partida durar mais
algumas horas.
Quando Big White vulgo
Branquelão olhou pra fora e reparou em algo diferente.
– Rapaziada ta o
maior calor aqui dentro, mas ta uma neblina enorme lá fora.
Todos acharam
estranho, foi quando Sir Rogê se recordou da chaleira que estava no fogo, todos
corremos para a cozinha e não conseguíamos ver nada.
A fumaça cobria tudo,
era impossível respirar lá dentro, a água tinha evaporado totalmente e o açúcar
tinha-se queimado o cheiro não saia da cozinha, foi necessário colocar todos os
ventiladores que dispúnhamos na casa, no caso dois, para expurgar a fumaça.
Já que não tinha o
que se fazer terminamos nossa partida, já era tarde, todos se recolheram para
os seus quartos, na época Don Tiagon dividia o quarto comigo Sir Luizinho, a cafeína
que corria em nossas veias era tanta que não dormimos aquela noite, colocamos a
matéria em dia, discutimos a verdade do universo, e quando o sol amanheceu saímos
comprar queijo, Don Tiagon pode dar um beijo em sua amada antes dessa partir
para a sua aula.
O dia após a neblina
não foi um dia feliz, foi um dia sem café, frio e triste, mas isso não nos
abalou, ainda viriam dias melhores.
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