sábado, 17 de setembro de 2016

Silêncio

Depois de muito tempo aqui
Hoje eu paro a observar
E a cada pessoa que sobe pela escada eu consigo ver
Ver seu pensamento distante
Almas tristes e cansadas
Em outros o sorriso, as piadas
E até mesmo o ar de timidez
Consigo perceber seus vazios
E isso pq tbm estou vazio
Pessoas de lutas e acomodadas
Mas em todas uma inquietação
Talvez pelas suas lutas
Ou pelo seu silêncio
Me vejo em muitas delas
Confesso que sinto inveja das que riem
Um ar de leveza
Como se nada a causasse preocupação
Eu vendo todas essas pessoas
Percebo o quanto sou só
Penso que sempre fui assim
Não em questão de relação
Minha mãe foi a melhor
Tenho amigos inesquecíveis
Mas no fim da noite
Ao apagar das luzes
Lá estou eu em meu quarto
Sozinho
Sem ninguém
Sem um amor verdadeiro
Sem um amigo para conversa
E até mesmo sem minha mãe
A quem poderia me dar colo
Por vezes tento ver o lado bom
Mas existem momentos que não tem como
Coisas as quais queria desabafar
Coisas que não dá para falar
E assim vou levando
Dia a dia
Noite a noite
Sem saber onde exatamente devo ir
Talvez um dia acabe
Ou me sufoque
Até não aguentar mais
Hoje decidi beber
Um dos poucos canos de escape que eu tenho
Assim sigo sozinho

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