que rangem o ventre e os ventos do mangue
confinados a dor do perdão sem culpa.
Urge de seus anseios os sãos e os morais
e surge no seu meio a descontrolada sombra
dissimulando a lida em bens dominicais.
Se és da lua a cratera e do trigo o fruto
não podes seguir em pesar e luto
com o calor da vida á esquentar-lhe o espírito
e o escuro do som da morte fervendo-te as veias.
Mas onde estão suas manchetes e tietes e Marias?
Perderam-se entre o gênio que só existe e o eterno.
Aguardamos surgir dos mares aquilo que secará os varais e a cachaçaria
abrirá as cortinas do espetáculo, eliminando o subalterno
num caminho de aplausos, confetes e um terno.
Esse ritmo de trêmulas mãos e pés firmes
oculto no grito e no semblante
que tenta saltar e remar aos olhos antes que o sal d'água o afogue
na luz da rua, santa e minguante
uma inquisição de paus-de-araras jorrando sede.
Escondeste-se nos salmos, mas na luminária e na parede
está a razão que exalto-te. Sem compaixão.
encaminhado entre os grandes, sem acalanto nem guarida
toma esse porre de seriedade que te preparo sem semancol
e brinca, criança na praça. Balança na subjetividade.
Jorge é um domingo sem futebol.

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