domingo, 18 de dezembro de 2016

A grande guerra - As Cronicas da Moradia

Olá para você que está lendo este relato, como anda tudo na paz?
Bom a paz pode até estar aparentemente entre nós, porém no reino da moradia não é bem assim.
É sabido que no reino da moradia existe um liquido que é sagrado para os jovens guerreiros, um liquido que os motiva a continuar estudando, continuar lendo, por vezes esta maravilhosa bebida advinda dos deuses é ingerida em tamanha quantidade que causa tremores pelo corpo, nada que cause uma aversão a essa bebida.
Essa maravilhosa bebida, esse sangue dos deuses também é o pivô desta batalha que vos conto, essa bebida é considerada por muitos a melhor bebida do mundo, e desses muitos estou falando sobre a população mundial, até porque no reino dos anjos esse liquido sagrado é considerado por todos a melhor bebida do universo, mas como cada um toma a sua bebida é uma outra coisa.
Alguns gostam do café amargo e forte, outros já gostam da bebida doce, muito doce, outros gostam dela enfeitada com creme, sorvete, chantili e diversas iguarias que mudam o sabor desta bebida.
E tal batalha na moradia se dá entre os doce e os amargos, todos na casa foram envolvidos, do lado dos amargos contávamos com a liderança de Paula e de seu amado Tiagão, do lado dos doces vinham o general Jonh Karl Martin, com seu bravo seguidor Fagner.
A batalha acontecia desde o amanhecer até a hora de deitar, relógios eram ajustados para que se tivesse tempo de fazer o café ao seu bel prazer, quase sempre Lady Paula saia na frente, acordava muito cedo e fazia seu maravilhoso café amargo, porém ao fim dessa garrafa Fagner tomava a dianteira e fazia o próximo, os cafés do general John eram tão doces que após feito e abandonado a borra no lixo, milhares de formigas se reuniam para desfrutar dos restos daquela bebida.
Aos poucos os outros moradores foram se integrando a essa batalha, não podemos dizer ao certo se a casa foi divida, talvez nossos amigos do lado dos doces possam falar com mais autoridade sobre quem eram parte dos seus, já eu que vos conto esse causo me integrei a força dos amargos, percebam até tal momento os tomadores de café tinham sido beneficiados, ao acordar ou ao procurar a garrafa sempre a encontravam cheia, porém o desejo de vencer esta batalha fez com que os guerreiros de ambos os lados aumentassem suas forças, o amargo começou a dispensar o açúcar, e o doce começou a utilizar esse açúcar dispensado tornando o café muito mais doce, obrigando assim a cada um tomar um lado.
Alguns atos terroristas foram registrados na conta dos doces, ao fazer um café a grande general Paula se afastou por um momento para ir ao banheiro, ao retornar sua água tinha sido adoçada, muito adoçada, tal ato jamais seria esquecido pelos nobres guerreiros do lado amargo.
Durante uma boa parte do ano esta batalha foi árdua e dura, porém ao fim do ano os guerreiros foram perdendo suas forças, a garrafa já não era encontrada sempre cheia, mas a troça ao fazer seu café seja de qual lado fosse ainda permanece.
Eu me retiro desta batalha e vos digo essa guerra não acabou, e não esta nem perto de acabar, acho eu que tal batalha se estenderá por toda a existência da moradia, os amargos perdem alguns guerreiros de sua causa, porém a baixa que os doces sofrem talvez seja muito maior, o apoiador sem meio termo, 8 ou 80 também se retira dessa guerra.
Vos deixo esse relato, talvez ao longo do próximo ano essa batalha volte a ser relatada, e espero com uma grande vitória dos amargos...

VIDA LONGA AOS AMARGOS!!!!

sábado, 17 de dezembro de 2016

Entre o querer e o fazer.

É um momento complicado para que eu inicie um diálogo com vocês, enquanto deveria me preparar emocionalmente para dois exames que irão decidir meu futuro universitário. Futuro esse, que sem dúvida nenhuma, não vai fazer diferença na vida de ninguém a não ser da minha, então eu me permito fazer dele de formas e consequências que eu bem entender. Até por que eu não estou aqui para falar de universidade. A sala de aula não nos ensina o que a gente aprende em um dia. Um dia qualquer, como o dia de hoje. A começar por minha tia contando a história que eu já ouvi umas par de vezes sobre a prisão do meu avô no período militar. Dessa vez foi diferente, dessa vez foi um relato com emoção e direito a choro, arrepios e detalhes. A frieza da sala de aula jamais proporciona isso. Seguiremos, porém desse primeiro ítem já dá para extrairmos um conhecimento tanto de época quanto de sentimentalismo que eu chamaria de: maravilhoso.
Tenho o costume de sempre que me dar na telha ir até as missas da catedral próxima a minha casa. No caminho cruzo com um senhor baixo, de roupa suja, tênis colorido e meia na canela, que começou a me contar que ele esperara marceneiro chegar para paga-lo até aquele momento, e ele não o fez como o combinado. O senhor era detalhista, e enquanto caminhamos ele me contava como se fôssemos velhos amigos, o acerto era de 32 reais, e era uma sacanagem não pagar pelo serviço, afinal, de que adianta o filho dele frequentar a igreja batista e ele fazer uma coisa dessas. Sim, chegou nesse nível. Ao decorrer da conversa (ela não tinha acabado de forma alguma, se andássemos mais dez quadras teríamos assunto para as dez. É gente assim que vale a pena) mudei-me de quadra em direção a outro senhor que é um velho conhecido e não o via a muito tempo. Ele me cumprimentou com alegria e me contou que estava (e estava mesmo) plantando dois Ipês brancos, o mais difícil de pegar, e que o sol iria destruí-los. Uma pena, eu lamentei profundamente. Só que pensando agora, diante da energia positiva depositada no Ipê eu acredito que vá florescer. Aguardo. Continuei rumo a igreja, igreja essa bastante elitizada e eu nada arrumado para os padrões que essa mesma elite definiu que eram os apropriados para adentrar á "casa de Deus". No momento que eu passei a porta um rapaz me saudou com uma euforia e boa vibração que me fez sentir-me muito mais á vontade. Uma boa recepção faz bem pra alma, ainda que a casa seja de Deus e não dele, te aproxima de Cristo e do que ele mesmo deixou a nós. Até aqui tudo ok? Sinto que deu pra relatar pelo menos um pouco da sensação de experiência adquirida, ainda que embora eu escreva pra vocês, a sensação que terão ao ler jamais será a que eu tive. Talvez maior, talvez menor. Já me pré-julgando acredito que a sensação é muito menor, pois bem, não sou nenhum Jorge Amado nem Fernando Pessoa. Passo então pras próximas lições. O padre dessa igreja tem uma espiritualidade elevadíssima. Não sou só eu que digo, é notório para todos. Uma paz na voz, paz essa perceptível também (claro) pela leveza, um cuidado na colocação das palavras e uma atenção com os fiéis de dar vontade de imitar. Não percebo nele nenhuma falsidade, nenhuma maldade. É puritano, e o melhor é que o é por ser assim. Na homilia, o antigo sermão, ele deu aquela velha lição de ir a Deus livre de buscas, assim só desfrutaremos da plenitude do seu amor, amor sem cobrança, amor sem pedido, amar por amar. Mensagem parecida com a principal mensagem do médium Chico Xavier ao mundo. Essa que me fez abrir o peito em enorme arrependimento pelos motivos que eu ia a missa nesse dia, afinal, vamos com intenções e voltamos com a ideia de termos depositadas lá. Bate a sincera vontade de não ter intenção, interesse. Nada. Estar por estar, e agradecer. O aprendizado do dia não termina aí, o padre antes de ir embora cumprimenta com abraços e muita fraternidade cada pessoa dentro da igreja desejando um bom fim de semana. Fim de semana esse, que ainda que esteja acabando eu desejo a vocês com benevolência e com a mesma sinceridade e intensidade que o padre desejou a nós. Saí da igreja renovado e aliviado, fui até o bar do Paulinho, local que eu frequento por razões pessoais, encontro-me lá com Silvinho, que me cumprimenta também com sinceridade e alegria. Ligando os pontos, se houver ligação em tudo que eu disse, eu encontrei respostas sinceras de várias perguntas que eu nunca me fiz, para que eu nem precise me perguntar. O que eu quero dessa semana que virá e que vai definir o que será do meu próximo ano: eu quero sinceridade e alegria. Com curtas doses de realidade. Será possível que eu tenha uma semana natalina com a paz da alegria, e a luz da sinceridade? Antes que me digam, eu entendo que sinceridade e realidade são pontos diferentes no sentido, e principalmente na poesia. Então, vamos deixar a poesia falar mais alto, pelo menos agora. Na verdade, bom seria se essa poesia falasse alto toda a vida. O último ponto que quero compartilhar: é bom me reencontrar comigo, reafirmar meus desejos e minhas atitudes. Me deixa mais leve, eu sei o que faço e o que eu quero. Eu sei onde eu piso, pelo menos agora.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Momento de refletir

 Durante muito tempo de nossas vidas procuramos um rumo ou um significado, muitos procuram o amor, outros a felicidade. Nada anormal, durante séculos diversas civilizações do mundo procuraram sentido na terra, no mar, estrelas, etc.
É difícil traçar um caminho onde não sejamos influenciados pelo meio, pela mídia e romances hollydianos, é difícil acreditar também que tudo dará certo, quando as coisas fogem ao nosso controle, começamos a ser céticos e acreditar menos que coisas boas acontecem. A fé esteve presente em boa parte da minha vida, não a fé religiosa, mas a superstição como um todo, “coisas boas atraem coisas boas” porém com alguns tropeços só evidenciavam o lado ruim, o que não deu certo, a pessoa que não me amou como eu queria que me amasse, o plano que não saiu como eu queria, e a pessoa que morreu quando não deveria.
 Alimentei meu pessimismo, que de certa maneira me fez errar menos durante um tempo, porém me fez tentar menos também. Quando criticado fechei-me em um bolha de racionalismo.
 Mas acontecem coisas em nossas vidas que nos fazem refletir, e ver que ser feliz, não depende unicamente de um sucesso, não se trata do plano perfeito, não se trata apenas de coisas darem certo apenas para mim, o ser egoísta que estava preso dentro de mim foi libertado em meio de um turbilhão de sentimentos, o querer ser forte me deixou inconsciente, mesmo eu achando que eu era consciente.

 Com toda certeza tenho muito o que viver, aprender e sentir, hoje me sinto melhor, tenho empatia e a felicidade de ver outras pessoas felizes, pessoas que amo e que não deixarei aprisionadas em meu orgulho, com toda certeza pronunciarei mais “eu te amo”. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Instante de paz

Tinha passado o meio-dia, a tarde estava ficando muito quente. Eu estava no meu quarto, mais para me esconder do sol, enquanto meus familiares faziam suas coisas, cada um a sua maneira, mas nada muito preso ao cotidiano. Era um dia que Deus não soprou nenhum vento. O sopro dele (sim, isso é um momento de espiritualidade, pare por aqui se preferir) seria diferente, um sopro que quase passaria despercebido se o meu senso de percepção não estivesse aflorado. Não me lembro exatamente que horas eram, mas minha memória remete ao meio da tarde. Decido, sem obrigação, sair do quarto para dar uma espiadinha no que acontece. Em meio a um calor desumano, minha mãe lavava a calçada. Lembro-me de ter imaginado: "nesse calor, com a torneira ligada, lavando a calçada. Bom pra ela!" No intervalo de cerca de dez passos, aconteceu o estranho, que eu considero difícil de descrever e então vou gastar um pouco do meu tempo para assim fazê-lo.
O sol cortava o corredor, isso é, metade dele era sombra, e a outra metade, luz e calor. Enquanto eu caminhava em direção a minha mãe, alcancei metade do calor. Nesse momento eu senti o calor na minha pele, e não me incomodei com ele. Depois, inexplicavelmente eu senti um prazer interno indescrevível. Enquanto eu olhava para minha mãe lavando a calçada, parei para sentir essa delícia na alma. Era como se por alguns segundos eu tivesse alcançado a paz eterna. E talvez eu tenha. Afinal, não é possível que o eterno seja eterno. Nem a eternidade consegue se eternizar, e pra falar bem a verdade, esse papo de eternidade já é demodê. Ultrapassado, coisa de conservador. As coisas estão sempre em constante mudança, mesmo que ainda depois de considerado "eterno". Todo mundo já viu aquela: "que seja eterno enquanto dure." Voltando: a paz me abraçou. É um sentimento de pureza, de confiança e ao mesmo tempo dá pra ser interpretado como uma injeção de auto-estima. Em menos de um minuto (eu perdi, entre esses segundos a noção de tempo) minha mãe terminou de lavar a calçada, recolhia a mangueira e subiu olhando para mim, sorrindo. A sensação aumentava. Meu espírito se traduzia em chamas de harmonia, sem peso de culpa. São os segundos que eu apenas reafirmo com toda humildade que eu sou um privilegiado e todos os dias tenho a oportunidade de amar mais e mais as pessoas e a vida. Uma brisa gostosíssima, embora por instantes o medo tentava me apavorar, mas a paz e a leveza na alma demonstraram graus de superioridade. Lembro também que nesse dia, eu estava com uma louca vontade de escrever. Nada específico, não especialmente para alguém. Escrever para mim, por puro ego ou pura saciação-momentânea. Pensei, passado esse belo instante de felicidade em escrever sobre esses segundos, e passou pela minha mente remete-lo ao amor materno. É como se a presença de minha mãe, na minha frente, me trouxesse a resposta de paz. A luz natural de mãe. A tranquilidade para a solução das coisas. O sorriso da minha mãe impediu que eu escrevesse naquele dia. Gastamos seu tempo com atividades de casa, e boas conversas bem trocadas. Não esquecerei tão cedo aquela sensação, mas espero do fundo do peito que ela não demore a voltar. por onde andas, onde quer que estejas, que a paz te abrace!

Ainda tem café, 05/12/2016


Instante - Carlos Drummond de Andrade

Uma semente engravidava a tarde.
Era o dia nascendo, em vez da noite.
Perdia amor seu hálito covarde,
e a vida, corcel rubro, dava um coice,

mas tão delicioso, que a ferida
no peito transtornado, aceso em festa,
acordava, gravura enlouquecida,
sobre o tempo sem caule, uma promessa.

A manhã sempre-sempre, e dociastutos
eus caçadores a correr, e as presas
num feliz entregar-se, entre soluços.

E que mais, vida eterna, me planejas?
O que se desatou num só momento
não cabe no infinito, e é fuga e vento.

Sonhos que nos arrancam

Certa tarde, dessas poucas que tenho passado em Marília ao decorrer desse ano, estava em um papo-cabeça, aqueles do tipo amigável, com minha avó. De alguma forma, a conversa tomou caminhos e chegou nos sonhos. Minha vó é de uma filosofia pura. Única. Não sei se te farei compreender, mas tente: vamos imaginar uma senhora, que nem tão velha, nem tão jovem, anda de bem com a vida. Ou pelo menos demonstra andar. Pois bem, ela sabe o momento de filosofar, só não sabe controlar aquilo que vou chamar de "estouros-de-personalidade". Lembrando que não estou enumerando defeitos e qualidades, é apenas uma descrição para que seja útil à interpretação ao decorrer desse texto. Carrega a experiência de uma vida, mas tem uma juventude no peito. Essa forma que eu descrevo Elita para vocês não é a mesma se me perguntarem: "quem é Elita pra você?". As formas de descrição variam de acordo com a situação.
"O que é um sonho para você?" Ela perguntou. Eu penso que já dediquei boa parte do meu tempo tentando definir as coisas. Respondi então, preguiçoso e desajeitado: "não sei se consigo definir de imediato". "Pois então te direi!" E iniciou um pensamento que moldaria os meus durante aquele fim de tarde. Minha vó me explicara que existem três tipos de sonho. Na verdade, que em caso de sonhadores existem apenas três saídas. O primeiro tipo (ou saída, chame como preferir) é o sonho que de alguma maneira, morre-se sonhando. Ela ressaltou a beleza de passar uma vida com um sonho. Você vive na esperança, respira a esperança e o sabor do sonho vale a pena. Você pode morrer sem materializar essa ideia, mas ainda assim valeu pela esperança. A segunda finish para sonho seria o sonho realizado. Não tenho muito o que descrever. A felicidade da realização do sonho deve ser, de fato, muito prazeroso. Usufruir dele pra vida talvez torne a carga mais leve, talvez não. Não sabemos ao certo. Mas já na terceira etapa para os sonhos, fica a reflexão mais incomoda. Segundo Elita, o mais triste, o final mais infeliz de um sonho são os sonhos que nos arrancam. Pois bem, é retirado seu direito de sonhar, é o rompimento da esperança. Com a expectativa rompida, não pode-se nem morrer com a ilusão. A dor de ter um sonho perdido deve arder cada dia do final da vida, afinal, perdeu-se a chance de sonhar aquilo, perdeu-se um sonho. Perdeu-se o sonho, o sono, perdeu-se.
Acredito que a vó não saiba o quão intrigado fiquei, e qual a probabilidade dessa junção de fatores baseada na experiência pode mudar minha vida. Aquela noite não foi a mesma. Os sonhos, de repente tinham um outro sentido. Desde o momento eu já não via dor em alguém que morreu sem ter sentido o doce da realização. Tenho eu agora, o dobro ou mais dessa pena ao me deparar com um sonho que está morto. Um sonho morto é a morte da esperança, e se a esperança é a última que morre, é a morte da vida. Vive-se então, dali para a frente, com um belo pedaço de você: morto. É o que chamarei de a dor do sonho. Distante agora de uma terminologia, e mais próximo da utopia.
Naquela noite, busquei estrelas no céu. Busquei sonhos, busquei esperança. É claro que eu encontrei, e também é claro que não encontrei. Tudo depende do ponto de vista. E o meu está dividido agora entre o sim e o não. Tem acontecimentos que chocam, que mexem com a gente. Que aumenta nossos sonhos, ou que simplesmente, terminam de matar. Bom seria, nessa semana, que sonhos não tivessem definição. Tristeza nem alegria, solidão nem consolo. Bom seria se sonhos por alguns momentos, fossem apenas: sonhos.

Ainda tem café, 04/12/2016


imagem que recebi de minha avó exaltando o tema "sonhos" nessa semana, nem tão ilustrativa.


Sonhos, Peninha:

Tudo era apenas uma brincadeira
E foi crescendo, crescendo, me absorvendo 
E de repente eu me vi assim completamente seu
Vi a minha força amarrada no seu passo
Vi que sem você não tem caminho, eu não me acho
Vi um grande amor gritar dentro de mim como eu sonhei um dia
Quando o meu mundo era mais mundo
E todo mundo admitia
Uma mudança muito estranha
Mais pureza, mais carinho, mais calma, mais alegria no meu jeito de me dar
Quando a canção se fez mais forte e mais sentida
Quando a poesia fez folia em minha vida
Você veio me contar dessa paixão inesperada 
Por outra pessoa
Mas não tem revolta não
Eu só quero que você se encontre 
Ter Saudade até que é bom 
É melhor que caminhar vazio
A esperança é um Dom
Que eu tenho em mim
Eu tenho sim
Não tem desespero não 
Você me ensinou milhões de coisas
Tenho um sonho em minhas mãos
Amanhã será um novo dia
Certamente eu vou ser mais feliz