Me pergunto toda vez
que sento para escrever nesse blog, saberia eu escrever de outra forma, e
sempre chego a mesma conclusão, posso até conseguir mas eu gosto de contar
história dessa forma, então aqui vai mais uma bela memória dos dias passados na
moradia.
Era um sábado de
manhã qualquer do ano de 2015, o céu se encontrava entreaberto, os jovens
guerreiros se preparavam para desbravar uma trilha que levaria ao topo da
“Torre de Pedra”.
O grupo que partiu
para tal aventura contava com Lorde Leandrão o desbravador das trilhas, Don
Tiagon o Druida Doido, sua Companheira amorosa Paulete naquele tempo aprendiz
de Druida, o meio demônio Big White, e eu Sir Luizinho o escritor de tais
memórias.
Encontrávamos-nos
nervosos, pois nosso guia Lorde Leandrão demorou-se para nos buscar e sairmos
em nossa jornada, a todo momento olhávamos para o céu e desejamos que a chuva
não nos alcança-se.
Ao chegarmos à
entrada da trilha a aventura começo de vez, colocamos nossas armaduras,
preparamos nossas poções e partimos, após uma caminhada por um trecho de mato
alto nosso guia começa a rumar por um caminho mais íngreme, andamos pouco mais
de cinco minutos até alcançarmos o pé do morro.
– Olha galera –
Começou nosso jovem guia – Esse morro tem uns trinta metros mais ou menos, a
subida é dividida em três lances – Parou um momento e olhou pra cima,
voltando-se para nós ele continuou – Eu vou na frente e monto nosso esquema de
segurança, Don Tiagon que é mais experiente faz a segurança em baixo.
Dito isso ele subiu o
primeiro lance, jogou a corda, ai começou nossa subida, devo relatar Don Tiagon
e Paulete estavam acometidos pelo fogo da paixão que é reservada ao inicio de
relações amorosas, se desviamos o olhar deles por um segundo os dois já
começavam a se beijar, mas voltemos a história, Big White foi o segundo a
subir, não encontrou nenhuma dificuldade, Paulete foi em seguida, pois achou que
não conseguiria se fosse a ultima, sem muita dificuldade também ela alcançou o
segundo patamar da subida, o terceiro a se aventurar naquela parede fui eu, sem
muita dificuldade também subi, o surpreendente foi a velocidade que Tiagon
subiu aquele morro, não levou nenhum minuto e já estava ao nosso lado se
preparando para beijar sua amada novamente.
– Todo mundo bem né?
– Perguntou Leandrão – Então vou deixar vocês presos a essa árvore enquanto
subo e faço os preparativos.
Novamente se lançou
ao paredão, neste encontrou mais dificuldade, ao chegar lá em cima gritou:
– Jovens o ultimo
lance é uma subida tranqüila, cheguem aqui logo.
Lançou a corda e se
preparou, novamente Big White subiu primeiro, nesse ponto já com alguma
dificuldade, ao chegar ao mesmo patamar onde se encontrava Leandrão chegaram a
conclusão que se Paulete e Tiagon não se desgrudassem nossa jornada duraria
muito mais do que havíamos programado, então a próxima pessoa a subir foi Lady
Paulete, ao começar sua subida fez uma manobra estranha que a fez ficar presa
entre duas pedras, tal manobra a fez exaurir todas as suas forças, ou talvez
tenha sido a distancia de seu amado que a fez perder sua motivação, até hoje
não sei ao certo o que foi, mas digamos que ela foi “guinchada” até a próxima
parte, ao chegar lá ela e o demônio de Sengés partiram para o ultimo degrau do
morro.
Eu que fiquei entre o
casal me lancei a subida, até o momento não tinha relatado a ninguém, mas se a
algo que me faz tremer isso é altura meus queridos leitores, enrosquei durante
a subida e cometi um grande erro, olhei para baixo e o medo tomou conta de mim,
mas esse medo me fez criar forças e terminar a subida, notem eu me demorei
durante esta subida, já Tiagon deve ter se transmutado em algum ser de asas,
como aqueles Urubus que nós olhavam do topo da torre, em minutos estava a minha
frente correndo no topo do morro.
A Vista de lá era
linda, mas também vimos uma sombra de terror, uma monstruosa nuvem cinzenta de
chuva se aproximava rapidamente de nós, exploramos o topo e encontramos uma
pequenina caverna, mal tivemos tempo de nos esconder e o céu desabou, foi
quando ouvi um dos melhores comentários daquele dia.
– Ó as vaquinhas se
escondendo da chuva nas árvores – disse Big White, Rapidamente Don Tiagon
respondeu – elas devem ta pensando olha os humanos se escondendo na caverna –
Todos se entreolharam e riram, relatando assim não parece engraçado, mas foi.
Olhamos dentro da minúscula
caverna e encontramos uma barraca escondida em uma fenda, não demorou muito e a
chuva cessou, voltamos a explorar aquele morro, os Urubus nos olhavam
atentamente esperando que caíssemos e morrêssemos, a fome e o cansaço nos
alcançaram, resolvemos terminar nossa aventura e rumar para casa.
Na hora da descida
quem foi primeiro foi o jovem mais rápido de nós, nosso druida doido, mal
tivemos tempo de olhar para baixo e ele já estava lá, o jovem Big White não
ficou para trás e rapidamente o alcançou, a aprendiz de druida foi quem se
lançou a decida depois, eu por temer a altura fui por ultimo e talvez, digo só
talvez porque da minha visão aquela decida foi muito rápida, fui o mais lento a
descer, já nosso guia Leandrão se lançou em uma manobra de resgate e logo
estava ao nosso lado.
No caminho de volta
até a carruagem ainda encontramos um pé de limão carregado que mais tarde
renderia uma bela limonada.
Rumamos para casa, e
a todo momento alguém fazia referencia aquela épica frase do desenho do
pica-pau “Que Dia”.
Assim eternizo essa
bela memória dos dias na Moradia.