sábado, 30 de julho de 2016

Cronicas da Moradia - Torre de Pedra

Me pergunto toda vez que sento para escrever nesse blog, saberia eu escrever de outra forma, e sempre chego a mesma conclusão, posso até conseguir mas eu gosto de contar história dessa forma, então aqui vai mais uma bela memória dos dias passados na moradia.
Era um sábado de manhã qualquer do ano de 2015, o céu se encontrava entreaberto, os jovens guerreiros se preparavam para desbravar uma trilha que levaria ao topo da “Torre de Pedra”.
O grupo que partiu para tal aventura contava com Lorde Leandrão o desbravador das trilhas, Don Tiagon o Druida Doido, sua Companheira amorosa Paulete naquele tempo aprendiz de Druida, o meio demônio Big White, e eu Sir Luizinho o escritor de tais memórias.
Encontrávamos-nos nervosos, pois nosso guia Lorde Leandrão demorou-se para nos buscar e sairmos em nossa jornada, a todo momento olhávamos para o céu e desejamos que a chuva não nos alcança-se.
Ao chegarmos à entrada da trilha a aventura começo de vez, colocamos nossas armaduras, preparamos nossas poções e partimos, após uma caminhada por um trecho de mato alto nosso guia começa a rumar por um caminho mais íngreme, andamos pouco mais de cinco minutos até alcançarmos o pé do morro.
– Olha galera – Começou nosso jovem guia – Esse morro tem uns trinta metros mais ou menos, a subida é dividida em três lances – Parou um momento e olhou pra cima, voltando-se para nós ele continuou – Eu vou na frente e monto nosso esquema de segurança, Don Tiagon que é mais experiente faz a segurança em baixo.
Dito isso ele subiu o primeiro lance, jogou a corda, ai começou nossa subida, devo relatar Don Tiagon e Paulete estavam acometidos pelo fogo da paixão que é reservada ao inicio de relações amorosas, se desviamos o olhar deles por um segundo os dois já começavam a se beijar, mas voltemos a história, Big White foi o segundo a subir, não encontrou nenhuma dificuldade, Paulete foi em seguida, pois achou que não conseguiria se fosse a ultima, sem muita dificuldade também ela alcançou o segundo patamar da subida, o terceiro a se aventurar naquela parede fui eu, sem muita dificuldade também subi, o surpreendente foi a velocidade que Tiagon subiu aquele morro, não levou nenhum minuto e já estava ao nosso lado se preparando para beijar sua amada novamente.
– Todo mundo bem né? – Perguntou Leandrão – Então vou deixar vocês presos a essa árvore enquanto subo e faço os preparativos.
Novamente se lançou ao paredão, neste encontrou mais dificuldade, ao chegar lá em cima gritou:
– Jovens o ultimo lance é uma subida tranqüila, cheguem aqui logo.
Lançou a corda e se preparou, novamente Big White subiu primeiro, nesse ponto já com alguma dificuldade, ao chegar ao mesmo patamar onde se encontrava Leandrão chegaram a conclusão que se Paulete e Tiagon não se desgrudassem nossa jornada duraria muito mais do que havíamos programado, então a próxima pessoa a subir foi Lady Paulete, ao começar sua subida fez uma manobra estranha que a fez ficar presa entre duas pedras, tal manobra a fez exaurir todas as suas forças, ou talvez tenha sido a distancia de seu amado que a fez perder sua motivação, até hoje não sei ao certo o que foi, mas digamos que ela foi “guinchada” até a próxima parte, ao chegar lá ela e o demônio de Sengés partiram para o ultimo degrau do morro.
Eu que fiquei entre o casal me lancei a subida, até o momento não tinha relatado a ninguém, mas se a algo que me faz tremer isso é altura meus queridos leitores, enrosquei durante a subida e cometi um grande erro, olhei para baixo e o medo tomou conta de mim, mas esse medo me fez criar forças e terminar a subida, notem eu me demorei durante esta subida, já Tiagon deve ter se transmutado em algum ser de asas, como aqueles Urubus que nós olhavam do topo da torre, em minutos estava a minha frente correndo no topo do morro.
A Vista de lá era linda, mas também vimos uma sombra de terror, uma monstruosa nuvem cinzenta de chuva se aproximava rapidamente de nós, exploramos o topo e encontramos uma pequenina caverna, mal tivemos tempo de nos esconder e o céu desabou, foi quando ouvi um dos melhores comentários daquele dia.
– Ó as vaquinhas se escondendo da chuva nas árvores – disse Big White, Rapidamente Don Tiagon respondeu – elas devem ta pensando olha os humanos se escondendo na caverna – Todos se entreolharam e riram, relatando assim não parece engraçado, mas foi.
Olhamos dentro da minúscula caverna e encontramos uma barraca escondida em uma fenda, não demorou muito e a chuva cessou, voltamos a explorar aquele morro, os Urubus nos olhavam atentamente esperando que caíssemos e morrêssemos, a fome e o cansaço nos alcançaram, resolvemos terminar nossa aventura e rumar para casa.
Na hora da descida quem foi primeiro foi o jovem mais rápido de nós, nosso druida doido, mal tivemos tempo de olhar para baixo e ele já estava lá, o jovem Big White não ficou para trás e rapidamente o alcançou, a aprendiz de druida foi quem se lançou a decida depois, eu por temer a altura fui por ultimo e talvez, digo só talvez porque da minha visão aquela decida foi muito rápida, fui o mais lento a descer, já nosso guia Leandrão se lançou em uma manobra de resgate e logo estava ao nosso lado.
No caminho de volta até a carruagem ainda encontramos um pé de limão carregado que mais tarde renderia uma bela limonada.
Rumamos para casa, e a todo momento alguém fazia referencia aquela épica frase do desenho do pica-pau “Que Dia”.

Assim eternizo essa bela memória dos dias na Moradia.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

C Vírus

Aparece como salvação
Gera lucro, poder, miséria
Poder e lucro para os ricos
Miséria para os pobres
Te faz acreditar que pode chegar ao topo
E faz-te julgar
A que não o alcança
Muitos estão dispostos
A pisar em quem for preciso
Para ser reconhecido como modelo social
Animal!
A mercadoria lhe satisfaz
Mas é nada mais
Do que um pedaço de matéria morta.
Será que é essa sua felicidade?
Será que consegue perceber a desigualdade?
Creio que não,
Só está aí pensando na sua individualidade.
Essa doença se alastrou pelo mundo...
Somos a resistência
Acreditamos em liberdade, liberdade é pouco
Queremos o impensável
Vamos combater essa doença!

Capitalismo.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Cronicas da Moradia - Noite dos Palhaços.

Acompanhando as postagens dos meus nobres companheiros aqui neste blog, me deparo com uma crônica “as vozes que nunca se calam” (leia nas postagens mais antigas). fala sobre a semana de prova e a sua interferência nos sonhos dos guerreiros da morada sagrada. Este é um relato pessoal e também uma justificativa de todo estudante das ciências exatas. Ao longo do tempo foi criada uma imagem de anti-social aos estudantes que escolhem essa área do conhecimento, pois bem meus amigos, esse texto não tem a ver com briga de ego ou de cursos, mas sim, um relato de um causo que mostra o drama vivido pelos oprimidos dos números. A nossa capacidade de socializar que foi destruída ao longo do curso por listas gigantescas de exercícios e provas que literalmente tiram o sono, nos transformando em zumbis na sociedade.
Era semana de prova, e como contado pelo nobre Harry às vozes apareciam, Eu nunca dividi quarto com o jovem Potter, porém, sei que não precisa ser semana de prova para que eu fale dormindo. Nesta semana algo a mais interferia na minha rotina, o Phabiannus Pinhallis Virus, vulgarmente chamado de o vírus de Pinhal (será compreendido sua gravidade em postagens posteriores), este mal veio para me derrubar, era semana de prova do último bimestre e os resultados significavam pegar exame ou não. O conteúdo era TRIGONOMETRIA, pois bem meus caro leitores de humanas, não são só vocês que tremem a ouvirem esse nome. Calafrios! Era isso que o vírus de pinhal me proporcionava, além de uma febre que queimava mais que o quinto inferno, jorrava de mim baldes e baldes de suor, ao beber um copo d’água a impressão que tinha era de engolir giletes afiadas, mal conseguia me levantar para ir ao banheiro. É importante dar ênfase de como era quando Phabiannus Pinhallis atacava, os portadores de tal mal passavam por uma EQM (experiência de quase morte).  E nessa noite pós prova de Geometria o vírus tomava conta do meu corpo, minha lucidez já não existia e tudo que consigo lembrar são flashes dos moradores preocupados com a minha sobrevivência. Sem qualquer meio de transporte para ir ao hospital, fiquei sozinho no quarto e encarei à noite mais longa da minha vida. Aquela noite ficará marcada em minhas lembranças, dizem, que quando estamos prestes a morrer vemos nossa vida passar diante de nossos olhos, bom, se isso for verdade a minha vida se baseia em lista de exercícios e na Lei dos cossenos, pois foi o que vi a noite toda. Esse era o exercício mais difícil daquela prova, e em meio a alucinações de palhaços que riam de mim naquela madrugada, lá estava eu, o objetivo era salvar a minha vida e para isso eu precisaria provar esta lei até o fim daquela noite. A tarefa era fácil já que eu estudei muito para a prova mesmo sem saber que minha vida estaria em jogo, mas outras variáveis estavam atrasando a resolução do problema, os palhaços criados pela minha mente doente me atrapalhavam nos cálculos me tirando a concentração influenciando no resultado, o vírus chegava ao seu ápice e eu já estava aceitando o meu fim, foi a noite toda tentando chegar a solução desse problema, minha mente era confusa, minha alta temperatura só não me levou ao óbito em poucos momentos porque o vírus de pinhal não gosta de executar com velocidade quem ele atinge, o Phabiannus Pinhallis é cruel e se fortalece torturando quem o carrega, para só depois dar o golpe de misericórdia. Eu já estava jogando a toalha, quando os palhaços desapareceram me deixando resolver o problema, assim o jogo havia acabado e eu sobrevivi. Não sei por que o vírus me poupou, talvez porque sabia que íamos nos encontrar outras vezes. Essas outras vezes serão relatadas em uma publicação que farei futuramente explicando essa maldita doença. Duas coisas jamais esquecerei na minha vida, uma é está noite que parecia não ter fim e outra é a lei dos cossenos.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Morada

O nascer do sol se aproxima,
As nuvens escuras e densas ainda cobrem o sol,
Uma sensação diferente me encobre,
O retornar para casa nunca pareceu algo tão estranho,
Retornar, regressar, voltar,
Não, esse não é o problema, o problema é a definição de “CASA”
A casa onde vivi tanto tempo, já não é mais minha
A casa onde vivo, está deixando de ser
Um misto de alegria e agonia, talvez isso me defina
Não sei ao certo, o que é tudo isso

Entretanto, este ano termina.

terça-feira, 26 de julho de 2016

RELATÓRIO

Os minutos estão passando e o relatório não sai 
O tempo vai se esgotando 
E a vida se vai. 
A vida mal vivida 
Pensando naquele relatório 
Matutando o quanto você queria que tivesse mais um dia 
A água começa a bater no pescoço 
E não tem como se afogar 
Por que você não pode se afogar 
A sua vida 
Sua carreira 
Sua comida 
Sua casa 
Tudo isso depende desse relatório 
E após esse, terá que ser feito outro 
E novamente você vai estar nesse impasse 
Fazer ou não a droga do relatório? 
Que inferno de rotina 
Maldito emprego, 
Maldito patrão, 
Maldito padrão 
E assim acontece 
Você nada e não se afoga 
Engole um pouco de água, 
Um e outro sapo 
E prossegue 
É elogiado ou não, 
Não importa 
Meus parabéns não vai mudar em nada 
Não vai diminuir a sua angústia 
Que proporciona a merda do relatório.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Olimpíadas para quem?

Confesso que adoro esportes em geral e adoro olimpíadas, mas não sou cego e tenho que admitir que um evento como este no nosso país não é uma boa ideia.
Mas antes você era a favor? Quando o governo era de sua posição política?
Não, não era. Mesmo que possam dizer que a olimpíadas deixara um legado e que gerou muitos empregos, melhorou o espirito esportivo da população atraiu estrangeiros e gerou renda, não posso concordar que é benéfico para nossa sociedade. E sim tem um porquê.
Escuto muitas frases das pessoas falando “ os bandidos vão fazer a festa” “ tem que prender todos”, vamos refletir o problema da nossa sociedade é a desigualdade, agora imaginem o que farão para encobertar nossa realidade, sim vão invadir comunidades, vão matar muitas pessoas, e por que? Por que querem esconder o real motivo! Essa olimpíada é seletiva, igual é o acesso à cultura, arte e educação. “Ah mas é só 40 reais um ingresso”, e quanto está um saco de feijão? Quanto é o quilo da carne? Será que uma família que vive de um salário mínimo tem acesso ao esporte da mesma forma que uma família de “classe média” tem?
Aí vem muitos e me dizem, “ todos têm oportunidade iguais” “ só vira bandido quem quer” será mesmo? É provado que quando crianças carentes recebem um pouco de atenção e oportunidade elas viram grandes cidadãos, grandes atletas, músicos, profissionais, entre outros... imagina se todos recebessem oportunidade. Uma criança não quer matar ou roubar, ela quer brincar... sorrir.

E acreditem essa Olimpíada gerará lucro, para as grandes empreiteiras, para mídia, para os corruptos, comerciantes. O povo não, ele não está incluso nesta, ele apenas sorrirá quando houver uma medalha para o Brasil, vendo na  televisão, pois ele não estará dentro do estádio.

domingo, 24 de julho de 2016

Cronicas Da Moradia - 50% Café

Essa história se refere ao nosso tão amado café! Se você tem o coração fraco e não lida bem com informações fortes, sugiro que pare com a leitura, isso é um alerta para os amantes desse néctar maravilhoso, que preocupa-se com a sua belíssima trajetória, desde o seu cultivo até mesmo a maneira com que é preparado. Esse relato é de crueldade e descaso com nosso presente dos Deuses (todos eles, os já mortos e os vivos).

Aconteceu no grande casarão onde milhares de outras histórias já fizeram os guerreiros sorrir e chorar, essa em particular foi um guerra ideológica, os que apreciavam um café de melhor qualidade e os que caluniavam dizendo que eram todos iguais. O personagem principal dessa história é Lobão que como diria Toninho do Diabo “é doido, mas não de pedra”, pois bem, Lobão para economia da casa começou a comprar café de terceira qualidade, isso durou um certo tempo, porém, em um dia Lobão passou dos limites e trouxe para dentro de nossa casa o maior insulto para os moradores, um ”café” com 50% de cevada. Este fato foi inaceitável, lobão havia passado dos limites, como poderíamos aceitar uma atitude tão inconseqüente  como está?  Rapidamente em resposta, Lipa, outra moradora da moradia estudantil nesta época, começou a ir ao supermercado especialmente para comprar Café de boa qualidade. Final feliz meus caros leitores? Como queria terminar assim a história, mas a realidade é outra e preciso ser fiel aos fatos, com o passar dos dias o café parecia diminuir sua qualidade, seu sabor era confuso e nós não entendíamos o que acontecia. Eu ainda novo na morada e sem conhecer bem meus nobres companheiros, nada dizia. Lobão todos os dias fazia questão de repetir a seguinte frase “Eu não falei? só pagamos mais caro, é a mesma coisa! O problema é quem prepara”. Confesso meus amigos que em um momento de pouca lucidez eu já estava comprando o discurso do velho Lobo, e ninguém conseguia me explicar o que acontecia. Pois bem, a história se prolongou por algum tempo, mas como nada dura para sempre, está fase sombria uma hora teria que ter um fim. Em uma madrugada qualquer, em que, eu e meu amigo, outro morador da residência, Ricardinho (conhecido pelos íntimos como Oliveira), bebíamos e ouvíamos Bandolero- Don Omar. Escutamos barulho e percebemos movimentação estranha na cozinha. Entramos lentamente, pensamos ser um ladrão ou talvez um animal que poderia ter ficado preso ali dentro. Acendemos as luzes e pegamos o Lobo com a boca na botija, sim o LOBO, estava rindo sem parar como um louco lunático, nem nos percebeu ali o observando. Continuou misturando a delicia torrada com aquela nojeira que denominaram café, nós então o interrompemos e o denunciamos a todos os moradores, todos indignados queriam esfolá-lo vivo, mas eu e Oliveira não permitimos por consideração ao velho lobo. Depois disso ninguém conseguiu acreditar na segurança do nosso café, o louco ficou sendo observados por todos, ninguém mais confiava na sua saúde mental, como alguém pode cometer uma crueldade dessas com o pó maravilhoso? Mas por enfim, tempos de cafés bons e maravilhosos voltaram a imperar na nossa casa! 

sábado, 23 de julho de 2016

Preciosa bebida




Precioso grão nos cedido pelos Deuses
Responsável por nossas alegrias em breves momentos quentes
Especial, cuja cor não tem igual.
Calorosa,
Insubstituível,
Saborosa ate em seus momentos mais amargos
Os quais chegamos ate a esquecer quando estamos bravos.

Deliciosa,
Espetacular,

Claramente ela sempre esta presente em nosso lar,
Ali esperando para ser preparada e degustada,
Feito por mãos frias ou cansadas, que manuseiam seu pó negro,
Esperando o doce sabor da sua mistura com água esquentada.


F. Siqueira

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Estupendo ... Mento

Está calor,
Desperto no meio da madrugada
Você me importuna!
Nos dias áridos sofro contigo
Também nos dias úmidos não é simples
Descobri que posso viver sem ti
Mas será mesmo que consigo
Não sei se sem ti sei viver
Mas não foi sempre assim.
Conheci-te  aos poucos
Do mesmo modo aos poucos fui a me enlevar
Do modo que está agora me agrada...
Quando lhe perdi foi um desalento
Queria estar sonhando
Mas ainda bem que retornou
Você sempre volta...
Mas mesmo assim prefiro não correr o risco
E é tão bonito quando alguém chega e diz:
Moço que bonita a sua barba!
É estupendo quão adoro meu mento. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Cronicas da Moradia - Vozes que nunca se calam



A moradia estudantil sempre foi um lugar ligado a vozes: vozes de estudos, vozes de minorias, vozes de luta e vozes de madrugada. Essas ultimas são o foco deste relato. Nos momentos em que estive presente, quase todas as noites de semana de provas traziam um certo que de fantasmagórico dentro dos quartos daquela morada. Os personagens que ali moravam relatavam diversas conversas durante o meio da noite, destas algumas presenciadas por quem escreve esse texto, e ainda sem compreensão por parte dele.
Certa noite enquanto acordava depois de um sonho desconexo, fico olhando para o teto esperando o sono voltar, quando:
- A policia! - O companheiro de quarto Rodrigão solta uma dessa em plena madrugada, o mesmo acorda com seu tom alto de voz e começa a rir com sua risada/marca registrada.
Todos do quarto riram, sabiam o que causara o medo na voz do rapaz, e não era a policia que o seguiu em sonho.
Em outra semana de prova, para desestressar, os moradores resolvem improvisar uma partida de RPG. Ainda leigo nessa arte, graças aos improvisos do mestre Luiz eles conseguem partir para uma boa aventura. Só que o que eles não sabiam era que o jovem mestre possuía uma história não tão divertida assim, em algum momento daquela noite ele narra um cenário não muito acolhedor:
- Havia sangue, muito sangue – não era necessário tentar decifrar o que veio em seguida, pois o lugar narrado pela voz do mestre não parecia ser o de uma aventura, mas o de um campo após uma guerra, que provavelmente teria sido travada após uma semana tensa.
 Já em outra morada, muito tempo depois dessa primeira, meus companheiros de quarto mudam, mas a semana de prova não, estava eu olhando para a beliche de cima a minha, ouvindo os roncos do companheiro que a dividia comigo, quando escuto palavras ofensivas proferidas ao meu lado:
- Seu babaca – a palavra foi seguida de murmúrios que não eram possíveis reconhecer, dada a forma que o jovem Luiz murmurava, provavelmente o cara que mexeu com ele no sonho não teve a melhor.
Porem na ultima semana de prova minha, neste mesmo quarto, presenciei a voz mais nítida que já havia visto ate então, O jovem João seus muitos sonhos noturnos, solta uma perola em que qualquer fã de culinária ficaria desesperado.
- A Ana Maria morreu! – o silencio que foi quebrado com tais palavras voltou no mesmo instante. A duvida pairava sobre a cabeça, quem seria tal mulher ao qual meu amigo ficou tão chocado a ponto de falar dormindo sobre sua morte?
Esses foram os que eu consegui lembrar, existem muitos outros, relatos de pessoas correndo em suas camas ate se sentando nelas no meio da noite sem fazer nada. Porem as vozes, ah, as vozes, elas nunca se calam.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Blattodea

Baratas
Nojentas e assassinas
No ar o cheiro forte!
Nos cantos a naftalina
Penso em minha comida,
Minha vida,
Adeus meninas
Não sujem mais minha casa,
Tira essas nojentas patas,
Voem para longe 
Com essas asas,
Pra qualquer lugar asqueroso
Que hoje o cheiro não vai ser gostoso
E o fim se aproxima
Naftalina!

terça-feira, 19 de julho de 2016

Vamos ser otimistas



Lentamente os pensamentos negativos aparecem
Enchendo sua cabeça de coisas desnecessárias,
Vagarosamente você vai perdendo o controle
Até não sobrar mais nada de positivo de suas jornadas.
Na sua cabeça você acha que suas decisões tomadas são as corretas
Tente antes refletir sobre elas,
E não simplesmente esconde-las de baixo de cobertas.

Será que isso um dia vai terminar?
Imagino que essa deva ser a pergunta que sua cabeça não para de pensar.
Guardada em um canto de sua mente, e sempre se repetindo
Aguardando o momento em que você a irá sanar.

Eu posso ainda não compreender o quão complexa é a vida
Mas é meu dever descobrir uma forma de vive-la.

Forçando para fora o que é ruim,
Retirando da mente os pensamentos desnecessários.
Essa é uma boa maneira de começar,
Nas palavras parecem coisas simples de se fazer
Tente ao menos uma vez, mas se precisar tente de novo,
E não se esqueça dessas quatro palavras, nunca as deixe de ver. 

F. Siqueira