domingo, 24 de julho de 2016

Cronicas Da Moradia - 50% Café

Essa história se refere ao nosso tão amado café! Se você tem o coração fraco e não lida bem com informações fortes, sugiro que pare com a leitura, isso é um alerta para os amantes desse néctar maravilhoso, que preocupa-se com a sua belíssima trajetória, desde o seu cultivo até mesmo a maneira com que é preparado. Esse relato é de crueldade e descaso com nosso presente dos Deuses (todos eles, os já mortos e os vivos).

Aconteceu no grande casarão onde milhares de outras histórias já fizeram os guerreiros sorrir e chorar, essa em particular foi um guerra ideológica, os que apreciavam um café de melhor qualidade e os que caluniavam dizendo que eram todos iguais. O personagem principal dessa história é Lobão que como diria Toninho do Diabo “é doido, mas não de pedra”, pois bem, Lobão para economia da casa começou a comprar café de terceira qualidade, isso durou um certo tempo, porém, em um dia Lobão passou dos limites e trouxe para dentro de nossa casa o maior insulto para os moradores, um ”café” com 50% de cevada. Este fato foi inaceitável, lobão havia passado dos limites, como poderíamos aceitar uma atitude tão inconseqüente  como está?  Rapidamente em resposta, Lipa, outra moradora da moradia estudantil nesta época, começou a ir ao supermercado especialmente para comprar Café de boa qualidade. Final feliz meus caros leitores? Como queria terminar assim a história, mas a realidade é outra e preciso ser fiel aos fatos, com o passar dos dias o café parecia diminuir sua qualidade, seu sabor era confuso e nós não entendíamos o que acontecia. Eu ainda novo na morada e sem conhecer bem meus nobres companheiros, nada dizia. Lobão todos os dias fazia questão de repetir a seguinte frase “Eu não falei? só pagamos mais caro, é a mesma coisa! O problema é quem prepara”. Confesso meus amigos que em um momento de pouca lucidez eu já estava comprando o discurso do velho Lobo, e ninguém conseguia me explicar o que acontecia. Pois bem, a história se prolongou por algum tempo, mas como nada dura para sempre, está fase sombria uma hora teria que ter um fim. Em uma madrugada qualquer, em que, eu e meu amigo, outro morador da residência, Ricardinho (conhecido pelos íntimos como Oliveira), bebíamos e ouvíamos Bandolero- Don Omar. Escutamos barulho e percebemos movimentação estranha na cozinha. Entramos lentamente, pensamos ser um ladrão ou talvez um animal que poderia ter ficado preso ali dentro. Acendemos as luzes e pegamos o Lobo com a boca na botija, sim o LOBO, estava rindo sem parar como um louco lunático, nem nos percebeu ali o observando. Continuou misturando a delicia torrada com aquela nojeira que denominaram café, nós então o interrompemos e o denunciamos a todos os moradores, todos indignados queriam esfolá-lo vivo, mas eu e Oliveira não permitimos por consideração ao velho lobo. Depois disso ninguém conseguiu acreditar na segurança do nosso café, o louco ficou sendo observados por todos, ninguém mais confiava na sua saúde mental, como alguém pode cometer uma crueldade dessas com o pó maravilhoso? Mas por enfim, tempos de cafés bons e maravilhosos voltaram a imperar na nossa casa! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário