Essa história se refere ao nosso
tão amado café! Se você tem o coração fraco e não lida bem com informações
fortes, sugiro que pare com a leitura, isso é um alerta para os amantes desse
néctar maravilhoso, que preocupa-se com a sua belíssima trajetória, desde o seu
cultivo até mesmo a maneira com que é preparado. Esse relato é de crueldade e
descaso com nosso presente dos Deuses (todos eles, os já mortos e os vivos).
Aconteceu no grande casarão onde
milhares de outras histórias já fizeram os guerreiros sorrir e chorar, essa em
particular foi um guerra ideológica, os que apreciavam um café de melhor
qualidade e os que caluniavam dizendo que eram todos iguais. O personagem principal
dessa história é Lobão que como diria Toninho do Diabo “é doido, mas não de
pedra”, pois bem, Lobão para economia da casa começou a comprar café de
terceira qualidade, isso durou um certo tempo, porém, em um dia Lobão passou
dos limites e trouxe para dentro de nossa casa o maior insulto para os
moradores, um ”café” com 50% de cevada. Este fato foi inaceitável, lobão havia
passado dos limites, como poderíamos aceitar uma atitude tão inconseqüente como está? Rapidamente em resposta, Lipa, outra moradora
da moradia estudantil nesta época, começou a ir ao supermercado especialmente
para comprar Café de boa qualidade. Final feliz meus caros leitores? Como
queria terminar assim a história, mas a realidade é outra e preciso ser fiel
aos fatos, com o passar dos dias o café parecia diminuir sua qualidade, seu
sabor era confuso e nós não entendíamos o que acontecia. Eu ainda novo na
morada e sem conhecer bem meus nobres companheiros, nada dizia. Lobão todos os
dias fazia questão de repetir a seguinte frase “Eu não falei? só pagamos mais
caro, é a mesma coisa! O problema é quem prepara”. Confesso meus amigos que em
um momento de pouca lucidez eu já estava comprando o discurso do velho Lobo, e
ninguém conseguia me explicar o que acontecia. Pois bem, a história se
prolongou por algum tempo, mas como nada dura para sempre, está fase sombria
uma hora teria que ter um fim. Em uma madrugada qualquer, em que, eu e meu
amigo, outro morador da residência, Ricardinho (conhecido pelos íntimos como
Oliveira), bebíamos e ouvíamos Bandolero- Don Omar. Escutamos barulho e
percebemos movimentação estranha na cozinha. Entramos lentamente, pensamos ser
um ladrão ou talvez um animal que poderia ter ficado preso ali dentro.
Acendemos as luzes e pegamos o Lobo com a boca na botija, sim o LOBO, estava
rindo sem parar como um louco lunático, nem nos percebeu ali o observando. Continuou
misturando a delicia torrada com aquela nojeira que denominaram café, nós então
o interrompemos e o denunciamos a todos os moradores, todos indignados queriam
esfolá-lo vivo, mas eu e Oliveira não permitimos por consideração ao velho
lobo. Depois disso ninguém conseguiu acreditar na segurança do nosso café, o
louco ficou sendo observados por todos, ninguém mais confiava na sua saúde
mental, como alguém pode cometer uma crueldade dessas com o pó maravilhoso? Mas
por enfim, tempos de cafés bons e maravilhosos voltaram a imperar na nossa
casa!
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