quarta-feira, 13 de julho de 2016

Cronicas da Moradia - Ainda tem Fescafé?

Depois de uma semana de diversas batalhas, Sir Big White sentiu-se na necessidade de deixar o povoado de Little Alligator e ir para outras terras em busca de um descanso para refrescar a cabeça de tanta confusão no reino. O cavalheiro chama dois outros cavaleiros nessa jornada, Sir Tiago Damaceno, da casa Maçon, e Sir Mag, da casa Douglas. O trio sai em direção ao povoado vizinho de Ribeirão Claro para o fantástico evento de contemplação do nosso combustível, a Fescafé (Festival do Café). Esse evento acontece anualmente reunindo os nossos verdadeiros heróis, que são os camponeses da região que trabalham duro para que possamos apreciar nossa amada bebida. Este dia chamou a atenção dos nobres cavaleiros pelo fato da atração principal ser os mais lindos e gostosos cantores sertanejo de todos os tempos “Chitãozinho e Chororó”. Demorou até a decisão da viagem, mas eis que Sir Big White anuncia a saída. Os cavaleiros subiram até a parte superior da vila onde avistaram o meio de transporte que os levariam mais rápido que qualquer cavalo, tal meio de transporte foi nomeado como, A BARCA DA MORTE. Esse nome se deu homenageando as lendas antigas de Deuses que os cavalheiros conheciam, pelo fato de que para conseguirem atravessar pagou cada um, “suborno” de 20 contos da moeda local e pelo medo constante que todos sentiam quando o transporte se movimentou, todos temiam um acidente e morte.  Alguns minutos depois sai à barca, contendo estranhíssimos passageiros, um guerreiro desconhecido que ria de tudo que ouvia e um casal de vagantes que pareciam fingir que não estavam ali, mais ale a barca acolhe mais dois jovens, aprendizes de cavaleiros, que pareceu a principio para nossos personagens desordeiros e revoltados com o seu treinamento, sem querer causar maiores constrangimentos nossos Guerreiros da primeira ordem da morada evitaram confronto com os aprendizes por acreditar que era imaturidade dos mesmos. A barca sai e o medo da morte toma conta de todos os tripulantes, porém, a viagem é um sucesso e 40 minutos depois como mágica estão eles no povoado das festividades, para chegar até o local do festival levou um pouco mais meus caros leitores, mesmo com seu poder de mover-se em uma velocidade superior a 150 cavalos, a barca pegou um transito de 1 km de outras barcas e carruagens que levou mais uns 50 minutos para chegar ao recinto. Isso não desanimou nossos guerreiros que ficaram feliz pela quantia de pessoas que estariam nas festividades. De agora em diante contarei partes dessa aventura, os quais considero momentos memoráveis.
1º Fato: DEUS DO CAFÉ - Logo na chegada encontram um monumentos do Deus do Café, jogando grãos de maravilha com uma peneira, emocionados e devotos ao Deus, se aproximaram, apreciaram e fazem suas preces como tinha que ser. Não muito tempo depois encontram Lady Mirian e Sir Luiz Mateus, o cavaleiro acompanhou nossa tropa até a volta ao reino.
2º Fato: MESTRE DAS COBRAS - Pouco tempo depois Sir Big White encontra um de seus Mestres da academia de mestres, Dom Lulu (especialista na arte de Financeira e das Estáticas e probabilidade, Também mestre supremo do Colegiado de matemática), que usava roupas de guerra e sua marca registrada que é seu chapéu de couro, mais tarde Dom Lulu demonstra seu carisma pelo seu discípulo pagando-lhe uma rodada da segunda melhor bebida do mundo(cerveja). Dom Lulu estava coordenando uma exposição de cobras trazidas do centro de pesquisa de Little Alligator pelos seus estudiosos da natureza. As quais nossos guerreiros ficaram encantados pela sua beleza.
3º Fato: NOSTALGIA- Sir Mag, encontra quase que seu povoado inteiro nas festividades, causando-lhe um sentimento de estar em casa e uma nostalgia da sua terra, também encontra familiares que a tempo não via, fazendo que para ele a noite tenha ganhado um ar de beleza a mais.
4º Fato: SOLDADO CONHECIDO - Sir Big White, em um momento de distração parece reconhecer um dos soldados que compunha a segurança do evento, um cavaleiro que não a via há tempos, o mesmo olha para Sir Big White com ar de surpresa e caminha a sua direção para dar os cumprimentos. É Sir Frangão, advindo também das terras de Sengés, sendo convocado para fazer frente a segurança do evento. Pouco se falaram, mas encontrar alguém conhecido vindo da suas terras natal fez com que nosso lorde ficasse extremamente feliz, contagiando os que estavam junto a ele.
5º Fato: O SHOW - Este será um resumo da apresentação da dupla, basicamente os 4 cavaleiros encontraram um local que acharam adequado para a festa, onde se reuniram com 6 Ladys, cada uma advinda de uma terra diferente. O grupo acompanhou a apresentação com muita energia gastando suas cordas vocais cantando “galopeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiraaaaaaaaaaaa”, gritando “Lindo, Tesão, Bonito e Gostosão”, “Fora Temer” entre outros gritos de guerra. Rolou bate cabeça no solo de guitarra e uma alegria criada pela simpatia do grupo. Ao fim da apresentação os cavaleiros e ladys se separaram, voltando assim nossos heróis para barca da morte.
6º Fato: RETORNO – Sir Luiz Mateus decide voltar para o povoado junto a barca da morte, e naquele grau etílico que nossos guerreiros se encontravam o assunto não poderia ser outro, A Geopolítica do Reino, A exploração dos Camponeses e trabalhadores da vila, e os projetos atuais para piorar a situação dos explorados. Neste momento de discussão, os aprendizes, antes identificados como imaturos, entram na conversa e começam a ouvir todo aquele discurso de emancipação do povo pregado pelos cavaleiros, interagem na conversa, fazendo fruir informações de todos os cantos daquela barca. Até mesmo o motorista participa do debate, parecendo ali naquela barca cheia de bêbados, tendo mais aprendizagem pelos aprendizes que qualquer templo de treinamentos de mestres, está conversa durou até o fim da viagem de volta, que ao deixar os jovens aprendizes começaram a cantar em suas homenagens (Tim Maia, Raul Seixas e Cazuza). Mais um fato merece ser lembrado, um veterano da cavalaria, das terras de Chavantes, pega a Barca da Morte por engano  e se perde da sua tropa, ele foi deixado em um ponto do povoado, o qual não tivemos mais noticias, todos se preocuparam com o velho cavaleiro, porém não havia muito o que fazer.

Assim finalizo mais uma aventura dos cavalheiros da morada, uma história digna de ser registrada e que com certeza fará parte das lembranças de todos que participaram.

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