Acordei tarde. Hoje as coisas não pareciam estar em paz. O motivo exato nós não temos, é mais o conjunto da obra. Não se trata mais de céu e inferno. Existe chuveiro morno, existe o meio termo. Ultimamente existe não só a classe média, como classe média A, B e C. O ser humano se apropriou do meio termo e criou em volta dele uma cultura imensa. Lembra-me o Japão, onde as coisas não são tão "preto-no-branco" assim. Acontece que o assunto não é esse é sim a falta de paz. Falta proporcionalmente causada pela falta de amor. Talvez agora eu tenha achado o motivo exato não encontrado no início dessa crônica.
Porém, veja só. Tudo está com um barulho do caralho. Minha cabeça está latejando. Tem dias que o mundo está nos seus ombros mas os seus ombros não estão suportando. E claro, você não tem coragem de deixar o mundo cair, pois afinal: é o seu mundo. Sua mente sabe que não se trata de um mundo qualquer. Ainda assim seu mundo segura o mundo dos outros. Sabe-lá... Pensei nisso quando vi hoje o que não se vê todo dia. Um pássaro preto, que pousou ao lado de um gato, e resumindo - morreu - . A inocência do jovem pássaro ao pousar é o que mais ficou aqui, martelando. Morremos por inocência. Sem dúvida que Zeca Urubu nunca cometeria esse erro mortal. É um bom malandro. A decepção toma conta das relações humanas e das nem tão humanas assim. Basta, basta... Podemos chamar tudo isso de: GRANDE BOBAGEM. Vivemos nos nossos mundos, carregamos e ainda com os ombros cansados e doendo, nós teimamos em continuar. Penso vagamente que a vida se resume nisso: seguir em frente e ignorar a dor. E a ignorância da dor é conhecida por aqui como sorriso. Nem sempre ela costuma aparecer, passa despercebida por ser uma ignorância. Trata-se aqui de um delicadíssimo assunto. Hoje recebi um cartão postal de Dona Rosa. "Ao meu amigo, que tanto sinto falta." com uma foto de um rio e uma canoa. Minha surpresa de receber lembranças de quem eu não falava faz três anos, depois de uma discussão de egos inflamados. Senti então a emoção de ser lembrado. Amigos, como é bom saber que você teve/tem um papel importante na vida de alguém. Nem precisa ser importante. Importante é exagero. Podemos ficar só com o papel. Então recomeçando: como é bom saber que você teve/tem um papel na vida de alguém.
Porém, veja só. Tudo está com um barulho do caralho. Minha cabeça está latejando. Tem dias que o mundo está nos seus ombros mas os seus ombros não estão suportando. E claro, você não tem coragem de deixar o mundo cair, pois afinal: é o seu mundo. Sua mente sabe que não se trata de um mundo qualquer. Ainda assim seu mundo segura o mundo dos outros. Sabe-lá... Pensei nisso quando vi hoje o que não se vê todo dia. Um pássaro preto, que pousou ao lado de um gato, e resumindo - morreu - . A inocência do jovem pássaro ao pousar é o que mais ficou aqui, martelando. Morremos por inocência. Sem dúvida que Zeca Urubu nunca cometeria esse erro mortal. É um bom malandro. A decepção toma conta das relações humanas e das nem tão humanas assim. Basta, basta... Podemos chamar tudo isso de: GRANDE BOBAGEM. Vivemos nos nossos mundos, carregamos e ainda com os ombros cansados e doendo, nós teimamos em continuar. Penso vagamente que a vida se resume nisso: seguir em frente e ignorar a dor. E a ignorância da dor é conhecida por aqui como sorriso. Nem sempre ela costuma aparecer, passa despercebida por ser uma ignorância. Trata-se aqui de um delicadíssimo assunto. Hoje recebi um cartão postal de Dona Rosa. "Ao meu amigo, que tanto sinto falta." com uma foto de um rio e uma canoa. Minha surpresa de receber lembranças de quem eu não falava faz três anos, depois de uma discussão de egos inflamados. Senti então a emoção de ser lembrado. Amigos, como é bom saber que você teve/tem um papel importante na vida de alguém. Nem precisa ser importante. Importante é exagero. Podemos ficar só com o papel. Então recomeçando: como é bom saber que você teve/tem um papel na vida de alguém.
Talvez nossos domingos já não são os mesmos, nós mudamos constantemente. Temos então que trazer á tona tudo aquilo que nos foi dado na infância e nós nem imaginávamos. A sabedoria em lidar com essas pequenas situações surpreendentes como um pássaro inocente e uma mensagem inesperada. Falta-me então carregar o mundo mais um pouco, tirar as cartas da manga e voltar ao ponto de paz.
Estou atormentado. Já não consigo chegar onde eu queria, já quero novos caminhos e sem tantas mudanças. Que guerra interior que eu estou travando? Tamanha, que já nem sei como concluir essa crônica ou pseudo-crônica. Sei sim, com uma frase que surgiu do fundo do peito de um dos meus companheiros numa madrugada:
Decepcionado, mas estou sorrindo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário