Acompanhando as postagens dos meus nobres companheiros aqui neste blog, me deparo com uma crônica “as vozes que nunca se calam” (leia nas postagens mais antigas). fala sobre a semana de prova e a sua interferência nos sonhos dos guerreiros da morada sagrada. Este é um relato pessoal e também uma justificativa de todo estudante das ciências exatas. Ao longo do tempo foi criada uma imagem de anti-social aos estudantes que escolhem essa área do conhecimento, pois bem meus amigos, esse texto não tem a ver com briga de ego ou de cursos, mas sim, um relato de um causo que mostra o drama vivido pelos oprimidos dos números. A nossa capacidade de socializar que foi destruída ao longo do curso por listas gigantescas de exercícios e provas que literalmente tiram o sono, nos transformando em zumbis na sociedade.
Era semana de prova, e como contado pelo nobre Harry às vozes apareciam, Eu nunca dividi quarto com o jovem Potter, porém, sei que não precisa ser semana de prova para que eu fale dormindo. Nesta semana algo a mais interferia na minha rotina, o Phabiannus Pinhallis Virus, vulgarmente chamado de o vírus de Pinhal (será compreendido sua gravidade em postagens posteriores), este mal veio para me derrubar, era semana de prova do último bimestre e os resultados significavam pegar exame ou não. O conteúdo era TRIGONOMETRIA, pois bem meus caro leitores de humanas, não são só vocês que tremem a ouvirem esse nome. Calafrios! Era isso que o vírus de pinhal me proporcionava, além de uma febre que queimava mais que o quinto inferno, jorrava de mim baldes e baldes de suor, ao beber um copo d’água a impressão que tinha era de engolir giletes afiadas, mal conseguia me levantar para ir ao banheiro. É importante dar ênfase de como era quando Phabiannus Pinhallis atacava, os portadores de tal mal passavam por uma EQM (experiência de quase morte). E nessa noite pós prova de Geometria o vírus tomava conta do meu corpo, minha lucidez já não existia e tudo que consigo lembrar são flashes dos moradores preocupados com a minha sobrevivência. Sem qualquer meio de transporte para ir ao hospital, fiquei sozinho no quarto e encarei à noite mais longa da minha vida. Aquela noite ficará marcada em minhas lembranças, dizem, que quando estamos prestes a morrer vemos nossa vida passar diante de nossos olhos, bom, se isso for verdade a minha vida se baseia em lista de exercícios e na Lei dos cossenos, pois foi o que vi a noite toda. Esse era o exercício mais difícil daquela prova, e em meio a alucinações de palhaços que riam de mim naquela madrugada, lá estava eu, o objetivo era salvar a minha vida e para isso eu precisaria provar esta lei até o fim daquela noite. A tarefa era fácil já que eu estudei muito para a prova mesmo sem saber que minha vida estaria em jogo, mas outras variáveis estavam atrasando a resolução do problema, os palhaços criados pela minha mente doente me atrapalhavam nos cálculos me tirando a concentração influenciando no resultado, o vírus chegava ao seu ápice e eu já estava aceitando o meu fim, foi a noite toda tentando chegar a solução desse problema, minha mente era confusa, minha alta temperatura só não me levou ao óbito em poucos momentos porque o vírus de pinhal não gosta de executar com velocidade quem ele atinge, o Phabiannus Pinhallis é cruel e se fortalece torturando quem o carrega, para só depois dar o golpe de misericórdia. Eu já estava jogando a toalha, quando os palhaços desapareceram me deixando resolver o problema, assim o jogo havia acabado e eu sobrevivi. Não sei por que o vírus me poupou, talvez porque sabia que íamos nos encontrar outras vezes. Essas outras vezes serão relatadas em uma publicação que farei futuramente explicando essa maldita doença. Duas coisas jamais esquecerei na minha vida, uma é está noite que parecia não ter fim e outra é a lei dos cossenos.
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