Eis mais um conto
baseado em histórias vividas por este que vos fala, a mais ou menos dois anos
rumei da distante Ibaiti para Jacarezinho, para terminar meu treinamento e me
tornar um sensei de qualidade, antes de tudo perguntei a Sir Rogê se na Moradia
dos anjos havia vaga, ele vendo a minha necessidade explicou o procedimento e
me deu um aviso.
– Jovem guerreiro
Luizinho, traga mantimentos para segunda-feira, não sabeis o mal que lhe espera
em tal dia.
Notem nunca
imaginária nada demais acontecendo na moradia, voltei para casa de minha
progenitora Dona Suzana, senhora suprema das maquinas de costura, arrumei
minhas coisas me despedi e vim, ignorei o aviso dado pelo meu grande
companheiro, no caminho até a casa fui percebendo que em todas as tavernas que
existiam em tal percurso havia um morador, achei muito estranho, porem não
tinha dinheiro para parar em nenhuma.
Cheguei à moradia e a
primeira coisa que noto é que ninguém se encontrava na cozinha, apenas um ser,
ouvindo cantos xamanicos enquanto prosseguia com seu ritual o qual ela
vulgarmente chamava de cozinhar, ainda assim não achei estranho, a estranheza
começou quando todos me incentivaram a comer bolacha, ainda assim eu não
entendia,até que o ser terminou o ritual com as palavras mágicas “O rango está
pronto”.
O grande guerreiro
Rodrigão, acostumado com toda provação desde que saiu das terras longínquas de
Fartura sacou seu prato, abriu a panela e exclamou em tom de ironia.
– Huuuuuuuuuuuum
batata doce mal passada, minha comida favorita.
Lembro-me claramente
de como eu não consegui terminar a refeição, de como eu sentia que aquela
batata doce mal mergulhara no óleo e fora servida a mesa como prato principal,
mas agora você se pergunta essa é maldição? Tem mais meu querido leitor, sim
tem mais.
Este ocorrido se deu
pouco antes do primeiro relatado, o grande clérigo John Karl Marntins na época
recém renegado, chegou as sete da noite de uma linda segunda-feira, no dia de
seu aniversário onde completaria 20 invernos, se instalou no quarto antes
conhecido como Suruba ou Solar, agora rebatizado como Santuário, se ajeitou com
um colchão sua única mala de roupas e suas caixas de livros raros, recebeu uma
ilustre visita que procurava por Satanás, não leitor ela não procurava pelo
demônio e sim pelo gato que era um mascote da casa, ao entrar no quarto de
John.
– Satanás é você – Ao
olhar dentro do quarto Lady Estefânia suspirou e disse – nossa que quarto
bagunçado.
Mas essa história não
vem ao caso, um dia relataremos sobre Satanás e sobre Lady Estefânia.
Nosso intrépido
ex-clérigo ficou recluso até o momento do Jantar, quando Sir Rodrigão o
convidou para comer, ao entrar na cozinhar sentiu um cheiro de queimado, em
seguida a Antiga Xamã já estava se justificando.
– Queimou um
pouquinho, mas da pra comer.
Nosso destemido herói
olhou para dentro da panela, o que tinha lá não era comida queimada, mas sim um
pedaço de carvão.
Pensem meus amigos o
menino fizera sua mudança ao ser exilado do templo onde estudava para se tornar
um grande clérigo, estava exausto e faminto, digo isso para justificar seus
gritos de “EU NÃO QUERO COMER CARVÃO, EU NÃO QUERO COMER CARVÃO!!!”.
Ainda assim não
acreditam na maldição da Segunda-Feira?
Este ultimo ocorrido
se deu com a nossa musa, Lady Cabelinho, nossa amada Rafaela, está vindo morar
por ultimo nessa geração, conhecida de Sir Luizinho a muito tempo, os dois
advindos das terras de Ibaiti, quem aqui fala agora para ela também falou.
– Cabelinho minha
amiga, coma antes de ir para moradia, o mal nos aguarda toda segunda à noite, apenas
coma, logo entenderás o que eu digo.
Assim como eu ela ignorou
o conselho, ao chegar a estalagem ela percebeu que todos se reunião na sala e
partilhavam suas bolachas, ela não compreendia, ou esperava que aquilo não
passasse de uma brincadeira, ela acreditou nisso até o derradeiro momento,
aparentemente a comida estava maravilhosa, até nossa heroína levar o garfo a
boca, o que sentiu foi o arroz duro feito com uma pitada de preguiça e duas de
má vontade, as beterrabas mal cozidas exalavam o tempero adicional de ódio que
foi colocado em tal prato.
Entendem agora do que
se trata tal maldição?
Eiiiiitaaaaaaaa manolo kkkkkkkkk
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